quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Fausto Correia “dixit”…


António Guterres, um humanista secretário-geral da ONU
*****
Houve um tempo em que os afazeres profissionais me aproximaram da cúpula do Partido Socialista. Certa vez, Fausto Correia (infelizmente “adormecido” no Oriente Eterno), falando de António Guterres, de quem era particular amigo, acrescentava pormenores às suas qualidades pessoais. Quando em viagem, dizia Fausto Correia, Guterres preferia a companhia da música clássica a qualquer outro estilo; e se fosse à conversa com alguém da sua simpatia, fixava  o nome e jamais lhe esquecia o rosto…
Um jantar partidário  com o líder socialista proporcionou  palavras de ocasião, seguindo-se  conversa  mais longa sobre questões técnicas   relacionadas  com  as intervenções  dos oradores agendados para o serão…
Dois anos passados, num comício realizado no Jardim da Sereia, em Coimbra, António Guterres aproximou-se  do palco, de forma  cordial cumprimentou quem estava por perto com um “boa noite a todos”, e quando passou por mim  estendeu-me a mão:
- Olá,  Carlos Ramos, como está ?
Fausto Correia  “dixit”…

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Um pequeno "truque"


Todos os militares portugueses que "deram o corpo às balas" em África, como foi o meu caso, recebem uma vez por ano um pequeno "bónus" em euros. A "gorgeta" deste ano amortizou os custos de um pequeno brinquedo que "alonga" o olhar vinte vezes, diz a Sony, e acrescenta outros "truques". Pelos vistos, é verdade !...

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Doutrinar o "Tico" e o "Teco"

Cá por casa, quem partilha as emoções  do futebol através da TV sou eu. A família ocupa o tempo com outros gostos, e ainda bem (quer dizer: o Carlo também é "doente"...).
Eu,  refastelado no sofá, procuro não perder pitada da jogatina em dia de Benfica ou da seleção. O Bemfica "porque sim", é coisa minha, vem de  criança; já a seleção ... é obrigatório  "torcer" pela equipa  do país que somos.
Ontem, de passagem pelo ecrã, fiz pausa no jogo que o  FCP disputou com o Leicester. Para meu espanto, o "Tico e o Teco"  terminaram  de imediato com a "guerra  de almofadas" e  ficaram presos ao jogo!
As "crianças" são assim,  curiosas - agora tenho de as "doutrinar". Não vá o "diabo tecê-las"...
... Vai ser uma trabalheira que  nem vos conto!


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

(...) Liberdade, liberdade, quem a tem chama-lhe sua (...)


O casal "Y" vendeu a casa, comprou uma autocaravana e fez dela residência permanente aqui, ali - em qualquer lugar do seu agrado. Agora regressou a "casa", ao Barril de Alva, para uns dias de sossego na Área de Serviço e Pernoita para Autocaravanas  - visita que repete pelo "gosto de gostar" das pessoas, do espaço e da paisagem que os olhos alcançam: "aos pés" corre o Alva, ainda calmo; a roda de alcatruzes descansa das voltas sem fim e a represa, sendo provisória, não tarda, é removida. Para a semana o rio, liberto de amarras, altera a sonoridade das suas águas. 
O casal "Y" faz da sua autocaravana residência permanente e continua por cá, em casa ...

domingo, 18 de setembro de 2016

Dizem que pedalar faz bem ao corpo e à alma...

Não sou de madrugar, deito-me tarde na noite - (quase) sempre fui da noite no exercício da profissão onde labutei décadas de música, de entrevistas e reportagens - criei hábitos que mantenho. Madrugar, sim, quando o  ponteiro das horas passa das oito. Depois desço ao rés do chão, trato do pequeno almoço   e fico na excelência da companhia da  Smooth FM...
Hje, domingo, alterei ligeiramente o horário da  (minha) manhã e fui ver passar os "corredores" de BTT que participaram na prova que  a Associação Águias do Açor levou a efeito pelos caminhos da minha freguesia. Cedo, muito cedo, abalei para o Urtigal dos meus encantos e por lá fiquei para (mais) um passeio solitário, mas não muito  -  a  "estereofonia" das águas do Alva não deixa ninguém assim, solitário...
Vieram os "corredores", os primeiros em velocidade  "supersónica", depois  os outros, os que que não cuidam de vitórias - ganhar é chegar ao fim, participar, "ver e olhar" a passagem com deleite. Dizem que pedalar faz bem ao corpo e à alma...
Na área  de descanso e abastecimento  nem todos os atletas  olharam o rio durante a pausa, que era de liberdade total - até para ouvir o Alva, quando salta o caneiro,, primeiro, e depois, serpenteia por entre os seixos de bom tamanho...
Disseram-me que  havia três senhoras  na prova "BTT AXOR". Uma das damas entendeu que sim, que era tempo de fazer uma pausa - e fez, sorriso rasgado. "Advinhei-lhe" o prazer do momento...
Dizem que pedalar faz bem ao corpo e à alma...
- É verdade, "GM"?

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

TZ 70, se calhar...


Quando apareceu no mercado a câmera da Panasonic TZ 60, comprei-a. Fascinado com as possibilidades de fotografar  coisas e pesoas à distância  de centenas de metros com algum pormenor, ou à distância de  centimetros com grande pormenor, meti-a no bolso e andei por aí, feito "artista". Fácil de operar,  fotografei uma libelinha em repouso, ao alcance da mão,  e a minha antiga escola primária de muito, muito longe - mais  de um quilómetro em  linha reta!
Dizia de mim para mim que era uma máquina excelente para quem viaja muito, como o Hugo, entre cá  e lá, no estrangeiro, em serviço ou merecido descanso. Vendi-lhe a TZ 60...
Entretanto surgem novos modelos, a TZ 70 e 80. Recolhidas  as informações possíveis, que apontam para a excelência  das imagens da 70,  pesquisei preços e  dei de caras  com uma loja virtual, a  "Redcoon", que oferece a "gentileza" do pagamento de   duzentos de sessenta e nove euros à troca deste modelo!  Uma pechincha, pensei - e tenho andado em visitas frequentes ao site da marca, na esperança da disponibilidade do "brinquedo"...
Há meses que leio: "Em stock dentro de 1 semana " !
Qual semana?
...A não ser que a semana não tenha "comprimento" definido, o que é uma grande chatice para acertar o (meu) calendário...

terça-feira, 6 de setembro de 2016

"...A infinita benção do recomeço"

Mal chegou a primavera, vieram as pequenas ávores,
carvalhos franceses e outras - mais de setenta!
O trabalhador contratado para a plantação destas espécies é pessoa conhecedora da arte,
com anos de experiência que lhe conferem o grau de "mestre".
Um pouco de adubo, terra solta, água quanto baste e os cuidados do "mestre" garantiam o crescimento das plantas em vários centimetros - e mais, e mais, a ponto de, em pouco tempo, alterarem a piasagem da encosta sobranceira ao rio.
Era o esperado, desde que não faltasse água nas raizes dos carvalhos,
dos pinheiros do "Oregon" (?)
e dos medronheiros.
Nos primeiros meses, seria assim: água, muita água, pelo menos uma vez por semana...
Lindos de ver, cresceram os carvalhos,
os pinheiros
e os medronheiros.
Como esperado.
Um dia de calor tórrido, outro e outro - três dias assim, assassinaram os carvalhos e alguns pinheiros!
Agora, crescem as mimosas,
talvez em homenagem a Hiram Abiff, construtor do templo de Salomão...
Não tarda, outros carvalhos franceses, 
pinheiros do "Oregon" (?) 
e mais medronheiros com
"(...) novas folhas, novas flores, na infinita benção do recomeço..." - Chico Xavier.