segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Tarde de sol em Seia: entre memórias, um "escorrega" e planos em família


Gostei de «voltar» a Seia — aliás, eu nunca tinha ido a Seia como aconteceu na tarde de ontem, domingo, embora por un par de horas.

Em tempos idos, apenas “passava por Seia” a caminho da Serra da Estrela: procurava com o olhar o horizonte branco, entrava nas lojas e comprava lembranças tradicionais. Certo dia, porém, trouxemos de lá um cão pequerrucho. Bonitinho, sim, mas eu fui avisando que aquele “menino”, depois de crescer, ficava (quase) do tamanho de um burro. A conversa da vendedora da beira da estrada não era de fiar — um autêntico “Serra da Estrela” por quinze contos podia ser uma pechincha, mas eu não acreditava na pureza do animal! Mais tarde, um entendido na matéria deu-me razão:

— O cão é arraçado! Se fosse puro tinha isto, isto e isto... e não tem! Quinze contos? Foi um pequeno roubo, mas pronto...

Cá por casa, a minha única lembrança canina era o “Nero”, um cão simpático e fiel ao meu avô Pereira, seu parceiro na caça (?) e nas idas e vindas ao Calvino, à Ribeira e a outros locais que cultivava de acordo com as épocas. A verdadeira profissão do avô era a de carpinteiro/marceneiro, e dos bons — era o que se dizia.

Pronto, deixemos a lembrança do rafeiro Nero no sítio onde a fui buscar e a memória da pureza do “Serra da Estrela”. Volto ao passeio de domingo.

A cidade de Seia, banhada por um lindo sol neste domingo, aos meus olhos, é enorme e linda de ver. As crianças são obsequiadas com múltiplos entretenimentos em recintos próprios, daí o corrupio a meio da tarde para um deles, muito por causa do “escorrega” deslizante — uma viagem suave, mas por certo inebriante. Que o diga o Davi, um menino destemido! Já o Lucas, ainda pequenino, “vai a todas”... se não lhe prestamos atenção!

Um dia destes, antes do inverno, iremos conhecer o afamado Museu do Pão, que tem uma vista soberba para as distantes montanhas com a cidade aos pés.

... E prometi à minha filha Ana Rita e ao meu genro Tiago que os levaria de visita à “Suíça portuguesa” — Loriga. Acreditem que vale a pena a viagem.

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