terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Retrato à la minuta

 

Jogo  entre equipas  do 1º e 4º anos, no ano letivo de 1958/59
Na primeira fila, da esquerda para a direita, Mateus, José Almas, Rui Álvaro, Constantino Ferreira, Adelino Pratas, Carlos Ramos, Zé Morgado e  Jorge Dias. Na segunda fila, e pela mesma ordem: Luís Filipe,  Carlos Jorge, Mário, Euclides, César e Alfredo

A minha trajetória académica começou no Liceu D. João III, em Coimbra, passou pelo Externato Alves Mendes, em Arganil, e terminou em Lourenço Marques, Moçambique. Depois de um hiato de um ano longe dos livros, a família tomou as rédeas do meu destino — como era costume na época — e encaminhou-me para o Colégio Camões e, mais tarde, para o Externado Marques Agostinho.

Com o 5.º ano concluído e a sentir-me um homem feito, decidi afastar-me do ideal de 'doutor' planeado pela família. Procurava, antes, uma formação prática que me segurasse o futuro; foi assim que, como consta no meu percurso, decidi tirar o curso de Ajudante de Guarda-Livros, garantindo uma base técnica sólida. Dotado também de uma certa inclinação artística, estreei-me no mundo do trabalho como decorador de montras na emblemática Casa Vilaça, antes de ingressar na Aeronáutica Civil como funcionário público, já com o diploma de guarda-livros na bagagem.

Vivi intensamente esses anos. Dividia o meu tempo entre o teatro amador, a militância na Juventude Operária Católica (JOC), as jogatanas de futebol no 'meu' Benfica de Lourenço Marques e a escrita na página juvenil do diário Notícias. Colaborei ainda em eventos musicais com os 'Night Stars' e vivi as emoções do primeiro amor. Em 1966, aos 21 anos, a história chamou por mim e 'fui para a guerra'. Felizmente, ali as armas nunca passaram de um mero adereço: a verdade é que, até aos dias de hoje, nunca disparei uma 'a sério'."

A imagem que junto, é uma saborosa e saudável memória dos tempos do Externato Alves Mendes. Felizmente, alguns dos meus antigos condiscípulos   estão “vivinhos da costa” – para esses, vai um abraço fraterno; dos que viajram  "para parte incerta" ficaram algumas memórias bonitas...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Despertar a curiosidade e valorizar a estética



Por mais voltas que se dê, poucos serão os curiosos a identificar esta paisagem. A razão é simples: ela não existe. Ou melhor, existe apenas no território onde a realidade abraça a imaginação romântica.

Tudo começou com uma fotografia que captei no Largo Alberto de Moura Pinto, no Barril de Alva. Guardei-a até hoje, esta tarde cinzenta de quarta-feira, em que decidi desafiar a Inteligência Artificial a dar-lhe um "toque romântico".

O resultado é este: uma reinterpretação que, a meu ver, justifica um poema. Gostei desta "visão" dos algoritmos. E vocês, preferem o real ou o sonhado?

Largo Alberto de Moura Pinto, Barril de Alva