quarta-feira, 5 de agosto de 2026

A vaidade em mim

 


Peço licença para escancarar a porta do meu ego e permitir a quem o desejar — talvez movido pela curiosidade — entrar numa das vaidades que mais prezo: a que sinto pela minha terra natal.

Tenho outras vaidades, é certo. A família que a vida me deu, a companheira que escolhi quando a solidão se tornava mais pesada e o percurso de uma existência feita de resiliência...

Hoje, a minha vaidade tem um nome: Barril de Alva.

Não me canso de contemplar a imagem da Praça Dr. Alberto Martins de Carvalho. Há nela um enquadramento perfeito e uma beleza rara, capaz de prender o olhar e despertar a emoção. Orgulhosamente barrilense, orgulhosamente arganilense, atrevo-me até a desafiar quem quiser encontrar um reflexo fotográfico que traduza, com maior fidelidade e encanto, a alma da terra onde nasceram os meus conterrâneos.

O meu ego insiste em transformar em palavras o amor que sinto pelo Barril de Alva. Faço-o de forma simples, sem pretensões. Outros celebraram a sua terra através de grandes feitos; eu limito-me, com a humildade de quem conhece as suas limitações, a preservar e enaltecer as suas memórias.