Os encantos de Barril de Alva enchem-me os olhos e o coração, mas a gratidão que lhes tenho convive com a dor de ver o património a desfazer-se no silêncio do tempo. A Natureza, essa, nunca falha: todos os dias me surpreende com novas cores. Basta estar atento.
Sinto a viagem a encurtar-se e, por isso, alimento o que ainda vive em mim — espírito, alma, mente, seja o que for que resista para lá do corpo. Enquanto a lucidez me acompanha, murmuro: "penso, logo existo".
E penso em como seria belo ver a aldeia pulsar de vida, vestida de arco‑íris. Lembro Hegel e o seu belo artístico, mais verdadeiro porque nasce do espírito humano.
Leio e escrevo para me encontrar — ou perder — nestes dias serenos. Leio por puro prazer, apenas o suficiente para navegar neste vasto oceano da Inteligência Artificial.
A IA fascina-me. Fascina-me ao ponto de eu agradecer quando me impede de naufragar neste mar onde sou aprendiz. Vou sobrevivendo no meu pequeno paraíso, envolto numa beleza que lembra Roque Gameiro.
“Penso, logo existo”. E obrigado, IA, por dares cor ao meu pequeno mundo.






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