sábado, 6 de dezembro de 2025

Carlos Gouveia - um dos nossos!

  Anos atrás, no jornal "Correio da Beira Serra", assinei uma rubrica denominada "Figuras". Certo dia reencontrei um jovem conterrâneo, com origens no Barril de Alva e no Pinheirinho, como eu. Da conversa breve publiquei o "retrato escrito" do Carlos Gouveia - prometeu e cumpriu!

Vénia ao Carlos pela sua sensibilidade estética, como se verá em breve...



sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Olga Cardoso na Filarmónica Barrilense - gentilezas que não se esquecem

Lenita Gentil e Olga Cardoso
no sarau da SFB
                                                           


 A "amiga" Olga "viajou para parte incerta"


A Sociedade Filarmónica Barrilense comemorou o 101º aniversário nos dia 4 e 5 de novembro de 1995 com pompa e circunstância.
O multifacetado serão do dia 4, além da eleição da “MISS S.F.B.” juntou no palco as cantoras Manuela Bravo, Lenita Gentil e a grande senhora da Rádio, Olga Cardoso, desta vez como intérprete de duas canções inéditas: “O Último A Rir” e “ Bom Dia (Amor)”, single gravado no ano anterior, 1994.
A grandeza do espetáculo superlotou o enorme salão multiusos da coletividade.
Se a talentosa Manuela Bravo, na época, fazia parte da “família barrilense", a grande fadista Lenita Gentil era figura de proa, a que se juntava Olga Cardoso, a “amiga” Olga, que a Rádio Renascença popularizou, e mais tarde a TVI consagrou.
Olga Cardoso, naquela noite, fechou o espetáculo depois das duas horas da madrugada; no camarim, sem dar nota do incómodo pela longa espera, a dado passo manifestou o receio de “… as pessoas, às tantas vão para casa – é tão tarde!”.
Mal sabia a minha querida amiga Olga que o público (também) estava na festa… para a ouvir cantar, o que raramente acontecia!
Deve ser dito que, tarde na noite, Olga Cardoso foi a “grande vencedora” do magnifico serão, com o público de pé, manifestando-lhe carinho com a constância dos aplausos.
Naqueles tempos, os artistas de renome e outros menos conhecidos mas de reconhecido valor artístico que participavam nos espetáculos organizados pela Filarmónica Barrilense, prestavam os serviços profissionais “pro bono” (gratuitamente), dadas as circunstâncias da instituição necessitar de fundos para fazer face às despesas da manutenção das suas imponentes instalações - únicas ma região! - e aquisição de instrumentos.
As notícias da “viagem sem retorno” da “amiga Olga” citaram com pormenor as suas virtudes – faltou acentuar que Olga Cardoso era uma mulher solidária, de palavra franca e assertiva…
Como “Os Barrilenses são Assim”, ficava de mal com a minha consciência se não trouxesse a público esta “estória de trazer por casa” com a intenção de uma vénia a uma senhora que muito estimei e admirei.
- Obrigado, “amiga” Olga!
Carlos A. Ramos






quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Mães "foram duas"!

 



Graças à IA foi possível recuperar esta fotografia da minha "segunda mãe" - a avó Virginiia, que me ajudou a ccrescer "por dentro e por fora" com ensinamentos sobre a honra , seriedade e benevolência nas palavras - os mesmos da mãe Natália.

Ao longo de toda uma vida procurei seguir os seus conselhos - é por isso que, aos oitenta, continuo "de cabeça erguida", sempre que possível com um sorriso no rosto. rodeado pela melhor "família do Universo" !



quarta-feira, 5 de novembro de 2025

...outonos são oitenta!

 


A vida,
com a sua torrente de desafios,
incertezas e momentos de glória e queda,
exige um porto seguro.
E esse refúgio primordial,
esse ponto de origem e de eterno retorno,
encontra-se invariavelmente marcado por duas âncoras essenciais:
pela mãe e avó materna, e agora no aconchego da "melhor família" do Universo.




* À família de sangue junto Lurdes Lopes,  companheira gentil e solidária nos últimos sete anos, a quem não falta "charme", simpatia e delicadeza no trato.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Carlos Leal - "UMA TERRA DA BEIRA"

 


Carlos Leal apresentou no passado dia 1 do mês  corrente o seu livro “UMA TERRA DA BEIRA”, “Aconchego de Memórias” – “…tributo à Benemerência e ao Bairrismo dos Barrilenses, subsídios para a História da União e Progresso do Barril de Alva”.

O livro “UMA TERRA DA BEIRA”, no seu todo, é um manancial de conhecimentos recolhidos em fontes fidedignas que “(…) resgatam a história do Barril de Alva e reconhece as personalidades que contribuíram para o seu desenvolvimento” - 390 páginas distribuídas por capítulos, o que permite ao leitor a escolha dos assuntos da sua preferência - basta consultar o índice.

O leitor, de certo modo, é "convidado" a setorizar a gestão das suas leituras sem perder o "fio à meada".

“Uma Terra da Beira", para a família barrilense, é de leitura obrigatória - para todos os efeitos, é o melhor complemento de uma visita à Casa /Museu "Os Barrilenses são Assim".



terça-feira, 21 de outubro de 2025

Bob Woodcock - o "maior" daquele tempo

"Night Stars"
Tempos atrás reencontrei no Facebook um dos meus cantores preferidos, com quem privei de perto algumas vezes durante as "festinhas" na bonita e saudosa cidade de Lourenço Marques.
Aproximei-me do "melhor grupo" de Moçambique pela mão do Carlos Alberto, conhecido como "canguru", baterista de vários grupos, mas foi no "...conjunto Night Stars, uma famosa banda musical que se formou em Lourenço Marques (atual Maputo), Moçambique, nos anos 60... " que se destacou, como o BOB, o "vocalista", de seu nome Roberto Winston Woodcock, de quem vos falo com estima e amizade e a quem envio um forte abraço.
Para ficarem a conhecer um dos meus cantores preferidos, façam o favou de clicar no vídeo que segue...
* Lembrar ainda o Mário, um "mago" na guitarra, o Alex, o Guita e Sousa...

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

A última Junta



A equipa que liderei na Freguesia do Barril de Alva nos últimos quatro anos da sua existência (2009/2013) deixou obra feita, como é (ainda?) reconhecido pelo povo da minha terra, “…exemplo a ser seguido…” por autarquias de dimensão semelhante, como acentuou, na época, o presidente da Câmara Municipal de Arganil durante um encontro de contexto institucional.
A força da vontade de “fazer mais e melhor”, o espírito criativo do executivo, a plena entrega à causa pública, a liderança honesta e serena, eram os condimentos essenciais para lutar – como lutámos! – pela manutenção da Freguesia do Barril de Alva.
O sonho de, pelo menos, cumprirmos mais um mandato desfez-se como bola se sabão, ficando pela metade a construção do harmonioso jardim, planeado com régua e esquadro, concretamente:

- o aproveitamento da casa dos professores da escola, transformando-a em dois apartamentos de razoáveis dimensões, a continuidade da escolinha “Caracol ao Sol”, o acrescento de mais valias à Área de Serviço para Autocaravanas (reconhecida internacionalmente como das mais bonitas do país, pela estética e localização), a recuperação do campo de jogos da Associação Desportiva, Recreativa e Cultural Barrilense, legalização do projeto de loteamento de um terreno urbano, etc, etc.
“Um jardim sem flores não existe”: foram plantadas dezenas de árvores, roseiras e outras plantas de pequeno porte… e não faltava espaço e vontade para continuar a alindar e enriquecer o “jardim”!

E havia um plano para fazer da zona de banhos, junto à ponte, uma das melhores praias fluviais da região com a “simples mudança“ da roda de alcatruzes da margem esquerda para a outra margem, aproveitando a queda das águas para alimentar uma piscina de água corrente, a edificar no local onde existia um campinho de jogos!

Já nessa altura, a grande preocupação do executivo estava relacionada com a falta de eleitores residentes. Sem outras (?) possibilidades de atrair pessoas, o Turismo de qualidade era a nossa aposta consciente.
… E borbulhavam OUTRAS ideias na minha mente, do João Gouveia e do Constantino Moura, “tão grandes como o tamanho da minha aldeia”, que é tão grande como outra terra qualquer" – Alberto Caeiro.
*
A poucos dias das eleições autárquicas, o pregão das médias, grandes ou pequenas obras é um dado comum nas ideias de quem as tem. Amigos meus, residentes na sede da freguesia, entre sorrisos, “brincam” com a minha aldeia:
- Ah, o Barril de Alva é um dormitório de Coja!
- Antes fosse, digo eu, era sinal que usavam o nosso código postal e tinham o nome próprio a seguir ao ítem ... local da residência:
- BARRIL DE ALVA!

(… Com a “intervenção dos bons ofícios” da Santa Maria Madalena, Santo Aleixo, S. Simão e de mais eleitores, talvez um dia possamos erguer de novo a voz da autonomia administrativa. Quem sabe?).

Calbertoramos

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Uma cruz num “quadrado mágico”



Fernando Vale: 
“Quem faz o que pode,
faz o que deve”…

Eleições à porta - a aldeia do Barril de Alva, pelo facto de ter ficado sem a sua independência administrativa, não é alheia ao momento histórico de um tempo onde, ao que parece, o povo a  que pertenço se ausenta da sua responsabilidade participativa nos atos eleitorais com a consciência aparentemente tranquila. E se ela, a consciência, tem laivos de rebeldia por algum tipo de descontentamento, é “moda” mudar do “certo para o incerto”.

Sem mais delongas: importo-me com o meu concelho e, naturalmente, com a minha freguesia. Tudo o que vier por bem - dos projetos das ideias à competência dos candidatos - mesmo assim, justifica ponderação de quem tem a obrigação cívica de colocar a preceito uma cruz num “quadrado mágico”. Esse é o momento solene para “apostar no certo” e abandonar a ideia peregrina de que, desta vez, com desdém, se “mandam às malvas” os valores democráticos que sustentam o País que somos.

Por mim, sigo os ensinamentos de Fernando Vale: “Quem faz o que pode, faz o que deve”…


sexta-feira, 5 de setembro de 2025

“O meu desejo de ser útil é inabalável”




Há um tempo para andar de braço dado com a utilidade do bem-fazer junto da comunidade a que pertencemos; quando o intelecto e as forças dão sinal de fraqueza, o melhor mesmo é manter o espírito solidário e disponibilizar algum do conhecimento adquirido ao longo de uma vida sempre que para tal for solicitado.
O meu desejo de ser útil à terra onde nasci, Barril de Alva, e à terra (Coja) que me “adotou como filho”, segundo “decisão sentimental” pública do falecido padre António Dinis em fevereiro de 1982, permanece inabalável.
Depois de recusar outra distinção na lista, aceitei o honroso convite para ocupar o último lugar na candidatura do Partido Socialista à União de Freguesias de Coja e Barril de Alva, assumindo a minha posição solidária e fraterna perante a equipa liderada pelo Jorge Paulo Amaral, a quem perspetivo uma vitória sem rodeios.
Acredito na dedicação e no trabalho de TODOS ao serviço da União de Freguesias de Coja e Barril de Alva, de acordo com o grau de qualidade e competências de cada membro.
- O que não falta no nosso território é trabalho!

Carlos Alberto Ramos

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Um guardanapo como recordação

 

Lembrança da F.A.V.A.

Na passada sexta-feira, durante o espetáculo da F.A.V.A,, em Coja, o público aderiu ao serão em grande número. O estilo do concerto não “pedia” lugares sentados, mas havia algumas mesas corridas com bancos, cobiçadas pelos espectadores; eu, a Lurdes e mais uns amigos ocupámos uma…
Enquanto as “imperiais” não chegavam, corri o olhar pelo Prado e prestei atenção à mesa, onde estava um papel branco - era um guardanapo, que desdobrei com cuidado, por sorte minha, de outro modo não teria ficado encantado com a minúcia dos pequenos desenhos, obra de alguém dotado com talento e imaginação, a quem teria gostado de parabenizar pela sua arte.
A pequena “tela” veio enriquecer o meu arquivo de recordações semelhantes, alguns da autoria do meu fraterno amigo Carlos da Capela, da Benfeita, do Roby Amorim, antigo colega dos jornais, e de outras personalidades da mesma área com quem tive a honra de privar.