Com a devida vénia, respigo do “ponto de encontro” do site BigSlam.pt excertos de um excelente trabalho histórico produzido pelo jornalista moçambicano João de Sousa, já falecido, publicada em outubro de 2020, a começar pela assunção das mudanças no “nosso” Bairro:
Tanto na rua de baixo / Como na rua de cima / Toda a gente se conhece / Toda gente se estima / E se alguém te quiser mal / Não tens nada que temer / Tens cá a Rua da Guarda / Que te há-de defender”
Como consta de um documento oficial, (…) esta aldeia ignorada já entrava no cadastro da população de 1527 com a sua dezena de habitantes (…)! – Dr Alberto Martins de Carvalho.
- Bem velhinhas, as raízes do meu sítio…
Sou suspeito, de facto, quando afirmo que a minha terra é linda de ver; bonita e airosa espraia-se por encostas suaves até à margem direita do rio Alva – dos pontos mais elevados, as vistas para a Serra do Açor são soberbas!
Para que conste: MARCHA DO BARRIL DE ALVA:
Quem foi António Silvestre? Nascido no Barril de Alva, ”emigrou” para Moçambiqe, onde fundou a Cervejaria Coimbra, sem sombra de dúvidas, uma das melhores casas do género de Lourenço Marques!
Como acontece com os grandes “hits” musicais, a marcha do “nosso” Bairro, depois do sucesso obtido em Lourenço Marques, com ligeiras adaptações, alcançou êxito nesta pequena aldeia da Beira Serra, “plantada à beira do rio Alva”.
Por cá, agora, pouco se ouve “A Marcha do Barril de Alva” – quem (ainda) canta a preceito é uma jovem do meu tempo – a Fernanda Castanheira!
… O tempo passa. As coisas mudam – tinha razão o meu antigo vizinho João de Sousa.
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1946 - Marcha da Malhangalene nas festas de Lourenço Marques |