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| Dezanove "anitos de bom rapaz"😄 |
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Memórias de um "Cokuana": entre a nostalgia e o presente
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Retrato à la minuta
A minha trajetória académica começou entre o
Liceu D. João III, em Coimbra, e o Externato Alves Mendes, em Arganil. Foi,
contudo, um percurso breve: Moçambique atravessou-se no meu caminho. Já em
Lourenço Marques, e após um hiato de um ano longe dos livros, a família tomou
as rédeas do meu destino — como era costume — e encaminhou-me para o Colégio
Camões e, depois, para o Externado Marques Agostinho.
Com o 5.º ano concluído e a
sentir-me um homem feito, decidi afastar-me do "doutor" idealizado
pela família. Procurei antes uma formação prática que me segurasse o futuro.
Dotado de uma certa inclinação artística, estreei-me como decorador de montras
na emblemática Casa Vilaça, antes de ingressar na Aeronáutica Civil como
funcionário público, já com o curso de ajudante de guarda-livros na bagagem.
Vivi intensamente esses anos: entre o teatro amador e a militância na Juventude Operária Católica (JOC), o futebol no “meu” Benfica de Lourenço Marques e a escrita na página juvenil do diário Notícias. Colaborei em eventos musicais com os "Night Stars" e vivi o primeiro amor. Em 1966, aos 21 anos, a história chamou-me e "fui para a guerra". Felizmente, as armas nunca passaram de um adereço: nunca disparei uma "a sério" até aos dias de hoje.
A imagem que junto, é uma saborosa e saudável memória dos tempos do Externato Alves Mendes. Felizmente, alguns dos meus antigos condiscípulos estão “vivinhos da costa” – para esses, vai um abraço fraterno; dos que viajram "para parte incerta" ficaram algumas memórias bonitas...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Despertar a curiosidade e valorizar a estética
Por mais voltas que se dê, poucos serão os curiosos a identificar esta paisagem. A razão é simples: ela não existe. Ou melhor, existe apenas no território onde a realidade abraça a imaginação romântica.Tudo começou com uma fotografia que captei no Largo Alberto de Moura Pinto, no Barril de Alva. Guardei-a até hoje, esta tarde cinzenta de quarta-feira, em que decidi desafiar a Inteligência Artificial a dar-lhe um "toque romântico".
O resultado é este: uma reinterpretação que, a meu ver, justifica um poema. Gostei desta "visão" dos algoritmos. E vocês, preferem o real ou o sonhado?
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| Largo Alberto de Moura Pinto, Barril de Alva |
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Desapego
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| "Gemini" |
"Quero acreditar que somos capazes de nos reinventar ao longo da vida. Contudo, reconheço que a dificuldade em praticar o bem de forma constante nasce, muitas vezes, de uma falha na resiliência: a incapacidade de esquecer o que nos adoece. Ao mantermos vivas memórias dolorosas, acabamos por nos inibir.
Dos tempos de colégio, guardava uma
vaga memória de Nietzsche sobre a felicidade. Ao revisitar A Genealogia da Moral,
reencontrei a premissa: '...nenhuma
felicidade, nenhuma serenidade, nenhuma esperança, nenhum gozo presente
poderiam existir sem a faculdade do esquecimento'.
Hoje, entre incursões ao passado — da adolescência à maturidade de um homem feito de amores, causas e conhecimentos — percebo que o desapego nem sempre é absoluto. As situações menos gratas não se apagam; antes, lançam pontes que ligam as margens do presente e do passado sobre um rio agitado de memórias. Concordo com Nietzsche: sem a arte de esquecer, o presente perde o seu brilho.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
O sonho de Durban
O meu grupo levava apenas a intenção de "tomar um copo", mas o momento musical prendeu-nos. Mais dois voluntários subiram ao palco e dedilharam as violas a preceito. Entre aplausos e boa disposição, a cerveja circulava pelas mesas de um espaço que, embora razoável, estava praticamente lotado.





